quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A "nerd do pornô"

Qual será o QI de uma atriz pornô?

Ei gente, sei que faz tempo que não posto, mas as coisas complicaram por aqui. Uma semana de cama, escola, teatro e tudo mais. É a vida né? Mas pretendo voltar a postar sempre que possível. Abraço.

Essa é Asia Carrera, a “nerd do pornô”, atriz de filmes pornográficos. Durante sua carreira, fez cerca de 370 filmes. E com um QI de 155 é participante da Mensa Internacional, a mais antiga sociedade que reúne pessoas com alto QI.

Surpreso? Pois é. Uma atriz pornô com um QI de 155, maior que o de Adolf Hitler (dono de um QI de 141).

Mas por que a surpresa? Seriam as atrizes pornôs criaturas “inferiores” e dotadas de pouca inteligência e muito peito? Não necessariamente. Esse caso ilustra claramente a nossa tendência a julgar um livro pela capa.

Todos já escutaram a máxima “Não se deve julgar um livro pela capa.”. Mas poucos são os que se aproveitam desse ditado popular do tempo de nossas avós em sua vida cotidiana. Já virou rotineiro julgarmos as pessoas baseadas em sua aparência, o modo como falam, se vestem, andam, são. Andamos pelas ruas como máquinas de julgar: “Aquele dali é homossexual”; “Aquela dali é piranha”; “Aquele é maconheiro”.

É interessante ver como modificamos as nossas vidas por causa desses julgamentos. O quão decadente isto é? Deixamos de viver a nossa vida plenamente com medo do que as pessoas acham, pensam, falam.

Sentimos tanto medo de sermos julgados que passamos a julgar. Algo como “Eu sou isso, mas fulano é aquilo”. Criticamos os outros para amenizar a nossa própria dor ao sermos criticados. Criticando, extravazamos toda a mágoa presente em nossa alma, fruto de críticas e conceitos prévios. Geramos um ciclo vicioso: Criticamos porque somos criticados, quem criticamos passa a criticar. Por sermos magoados, magoamos.

Moro em uma cidade pequena. Cidade pequena é barra pesada. Todo mundo conhece todo mundo, todo mundo fica sabendo dos podres de todo mundo. Um passo fora da linha da “normalidade” estabelecida e você é taxado. Vira assunto em rodinha de amigos. Não que isso seja um mal de cidades pequenas, porque não é. Só que nelas a coisa é pior.

Assim continuamos. Ferinamente criticando, ferinamente sendo criticados. Nada fazemos para mudar isso.

Para terminar esse post (sim, sei que foi curto, me perdoem) evoco uma frase:

“Não há pessoa mais perigosa, para si mesma e para os outros, do que aquela que julga sem conhecer os fatos”

3 comentários:

  1. Nossa Caio, o tempo te fez bem. Cada vez mais tu aperfeiçoa tua qualidade literária. Gostei demais do post. Concordo em absoluto com ele.

    Não tem importância o fato de ser curto o post, importa realmente sua qualidade e a capacidade que ele tem de nos fazer refletir. Parabéns. Isso você consegue como ninguém. Admiro tua criatividade.

    Também gostei muito da frase derradeira. Abraço ;@

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  2. Se o desejo é apenas ter noção de como são as pessoas, não há mal em julgá-las pela aparência, mesmo por que as pessoas, mesmo que digam que não, fazem isso incoscientemente.
    O problema maior é quando a pessoa julga o outro com base numa premissa falsa, e mesmo quando está nítido o engano continua a fazer o mesmo julgamento.
    Pronto, falei

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  3. Gostaria de falar o quanto você é incoerente, preconceituso ou algo que o valha. Mas para isso, eu deveria ter lido, ao menos, a maior parte dessa baboseira mal escrita. Confesso que não saí do terceiro parágrafo. Enfim, você deveria escrever um pouco melhor. Nem que seja pra compensar o fato de você ser desinteressante e repetitivo.

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