terça-feira, 28 de julho de 2009

O teatro virou a ante-sala da pizza – Parte 2: Fanatismo religioso

Até onde é saudável uma pessoa ir por uma religião? O fanatismo religioso abordado com base em uma personagem.

Segundo o Houaiss:

Religião: Culto prestado a uma divindade; crença na existência de um ente supremo como causa, fim ou lei universal. Conjunto de dogmas e práticas próprias de uma confissão religiosa. A manifestação desse tipo de crença por meio de doutrinas e  rituais próprios. Crença devoção piedade. Reverência às coisas sagradas. Qualquer filiação a um sistema específico de pensamento ou crença que envolve uma posição filosófica, ética, metafísica, etc.

Na peça Sete Minutos, base dessa série de três posts, há uma personagem que auto-entitula-se de Evangélica [OBS: Não estou de forma alguma criticando os evangélicos. Estou citando a peça]. A dita senhora foi impedida de entrar na peça por chegar atrasada e armou o maior fuzuê, que incluiu uma porta de vidro quebrada.

Dona de falas marcantes como “Todos nós sabemos que o teatro e a televisão são obras de Satanás”,”Meu marido não gosta dessas coisas (referindo-se a Teatro), diz que é um antro de homossexuais e drogados” e “A rua cheia de mulheres da vida! Ali, misturadas com a gente”, a personagem aparentemente superficial me levou à uma reflexão: Até onde é saudável uma pessoa ir por uma religião?

Os conflitos religiosos no Oriente Médio não são novidade para ninguém. Muito menos o número de feridos. O número de mortos. Mas agora pare para pensar: tudo isso por… religião.

A religião deveria ser o meio de um indivíduo se elevar ao seu “Deus”, um modo de suprir suas necessidades espirituais na crença de um poder maior. Deveria dar conforto, felicidade, paz. Deveria ser uma “crença na existência de um ente supremo como causa, fim ou lei universal”. Não motivo de guerra. Não motivo para derramamento de sangue.

E não me refiro apenas a guerras e disputas. Me refiro também até onde é saudável uma religião regrar a vida de um indivíduo. Com total respeito aos que acham isso normal e aceitável, devo dizer que não deixaria nenhuma instituição regular a minha vida.

Vamos fazer uma distinção básica: Uma coisa é a sua religião lhe mostrar um caminho, uma ética, uma conduta. Outra coisa é “Faça isso ou arda no mármore do Inferno”. A religião é um meio do indivíduo chegar à Deus, e não a mão que bate o martelo de uma decisão.

Quem é ela para ditar a nossa vida? Deus deu-nos o livre arbítrio para que possamos fazer as nossas escolhas baseadas em nosso aprendizado, e não num punhado de regras, obedecidas por medo. omo diria Antônio Fagundes: POMBAS! Não estamos mais na Idade Média.

Apóio todas as religiões que fazem seu praticante pensar, refletir, aprender. Não das “religiões ditadoras”. E muitos obedecem essas religiões! Quem dera se fôssemos todos como crianças, e tivéssemos a insistente mania de perguntar “Por que?”. O mundo seria um lugar tão melhor se fizéssemos questionamentos!

Questionássemos a nossa realidade. A nossa sociedade. A nossa vida. Questionássemos a nós mesmos! Nessa vida temos poucas certezas e muitas dúvidas. Alguns podem virar para você e mostrar uma muralha de certezas. Ó, pobres almas. Com um simples sopro, na forma de perguntas, você derruba tal muralha. Somos arrogantes a ponto de acharmos que sabemos de tudo. Quando na verdade não sabemos de nada.

"Não é mais aos homens que me dirijo. É à você, Deus de todos os seres, de todos os mundos e de todos os tempos: Que os erros agarrados à nossa natureza não sejam motivo de nossas calamidades.
Você não nos deu coração para nos odiarmos nem mãos para nos enforcarmos. Faça com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e passageira.
Que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem nossos corpos, entre nossos costumes ridículos, entre nossas leis imperfeitas e nossas opiniões insensatas não sejam sinais de ódio e perseguição.
Que aqueles que acedem velas em pleno dia para te celebrar, suportem os que se contentam com a luz do sol.
Que os que cobrem suas roupas com um manto branco para dizer que é preciso te amar, não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto negro.
Que aqueles que dominam uma pequena parte desse mundo, e que possuem algum dinheiro, desfrutem sem orgulho do que chamam poder e riqueza e que os outros não os vejam com inveja, mesmo porque você sabe que não há nessas vaidades nem o que invejar nem do que se orgulhar.
Que eles tenham horror à tirania exercida sobre as almas, como também execrem os que exploram a força do trabalho. Se os flagelos da guerra são inevitáveis, não nos violentemos em nome da paz.
Que possam todos os homens se lembrar que eles são irmãos! "

Prece pela tolerância – Voltaire

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8 comentários:

  1. NOFFA!!! amay amigs /-QQQ
    concordo plenamente com tudo! hj em dia a religiao tomou um rumo super distorcido que nao tem nada a ver mais com a espiritualidade, é simplesmente uma luta de poderes. Hoje em dia ningm mais quer saber de paz, todos brigam pra mostrar que sao mais fortes... é triste :/

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. É, existem pessoas que fazem tudo por deus, na igreja, outras que vivem para deus e não vivem suas próprias vidas, e alguns que até se matam e matam outros por deus.
    Deus é um grande ditador. Ou um grande fanfarrão que atrai seguidores mesmo (segundo suas próprias palavras) depois de 6000 anos de sua grande e única obra.
    Isso que é poder de persuasão.

    Quem sabe algum dia poderemos viver em paz sem ter que seguir qualquer tipo de dogma ?

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  4. sei la, assunto complicado, conversar sobre religiao, seja ela qual for sempre rola muitas opinioes diferentes, e sempre rola desentendimento, acho que acima de qualquer religiao que for existe apenas um unico Deus, e pessoas que nao trabalham, nao vivem sua vida tudo pra ficar na igreja nao significa que serve a Deus de coraçao

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  5. Religião não te leva ao céu nem ao inferno.
    Aceitar Jesus como seu único Senhor sim.
    Não aceitá-lo tbm. Cada um tem sua religião mas apenas após a morte todos reconhecem que erraram ou que estavam certos.

    www.allersonblogger.blogspot.com

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  6. Não acredito na religião.
    Acredito numa força superior que me ajuda a levantar e caminhar todos os dias, vencendo os obstaculos e superando meus limites...Deus?!Talvez...

    www.teoria-do-playmobil.blogspot.com

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  7. Acredito que religião tem que fazer parte de nossa vida, e não ser nossa vida. Dedicar 100% a uma coisa acaba fazendo mal e enlouquecendo.

    Beijos, Carol

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  8. Cara, post perfeito!
    Pra mim é bem como te falei um dia desses: Deus criou a fé e não a religião.
    Em muitos países a religião é só mais um motivo para guerras... como algo que estimula um cenário belicoso pode ser considerado divino?
    É claro que muitas pessoas utilizam a religião como um 'meio' para se relacionar com Deus, isso é saudável. Mas fanatismo religioso é condenável... lamentável! Ninguém merece pessoas afirmando coisas como se tudo o que dissessem fosse verdades absolutas.

    Enfim, sem delongar mais, parabéns pelo belo post, especificamente pela forma como tratou a pauta.

    abração cara ;@

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