quarta-feira, 29 de julho de 2009

Esponjas e tristeza, tudo a ver.

Uma reflexão bem-humorada sobre as Esponjas e a Tristeza.

Tristeza chega arrebatando. Abala, destrói, fere. Queima como fogo em suas entranhas.

Não digo triste porque não viu o episódio de hoje de Caminho das Índias. E sim a dor de perder alguém que se ama. Dor da renúncia de um sonho. Da decepção.

Quando chega, parece que não tem fim. Nos toma de tal forma que perguntamos a Deus porque não nascemos esponjas. Esponjas não tem sistema nervoso. Não sentem dor. Não sofrem. Não choram. Não ficam tristes.
[Nota: Esponjas = poríferos, não aquela que sua mãe tira o resto de macarrão do prato]

Muitos gostariam de erradicar de vez a tristeza de suas vidas. Viverem felizes, a la Cinderela pós-príncipe. Não seria muito mais fácil a vida sem tristeza?

Imaginem uma vida só de alegrias. De sorrisos. De felicidade eterna e ilimitada.

Imaginem viver em um mundo que não nos desaponte. Que não nos faça sofrer. Um mundo sem “pedras no caminho”. Um mundo cor-de-rosa. Onde tudo no final dá certo, e todos vivem felizes para sempre.

Isso, meu amigo, só existe nos contos de fada. E se querem minha opinião, nem nos contos de fada. Duvido que a Branca de Neve aguentou aquele príncipe e aqueles anões pé-no-saco por muito tempo. A vida é muito diferente. Te marca a ferro.

A vida é cheia de decepções, sonhos renunciados, tristezas, lágrimas, choro. Ainda estou pra conhecer alguém que nunca sofreu.

Não gosto de imaginar uma vida sem tristezas. Pelo menos quando eu não estou triste. Quando a gente está sofrendo, o menor dos problemas é como o Apocalipse. É como o Sarney voltando à Presidência. Mas a tristeza passa. Dói, mas passa. E no final aprendemos com ela. Na verdade deveríamos.

Uma vida sem “pedras no caminho” ou decepções seria um saco. Não aprenderíamos nada. Viveríamos numa mesmice sem fim.

Viva a tristeza! Viva a dor! Sem elas seríamos um bando de tolos rindo a toa (Alguma semelhança com os anões da Branca de Neve não é mera coincidência. Com exceção daquele Zangado. Ele sim é feliz.).

Tenho pena de quem gostaria de ser feito uma esponja. Elas não sentem tristeza, fato. Mas não amam. Não sentem felicidade. Sequer sabe que existem. Que merda de vida que as esponjas levam ein?

6 comentários:

  1. USAHSUAHSUHSUHSUHSU amaaaaaaaaaaaaay caio!!!! eu nao sou uma esponja mas tenho um alto poder de sucçao quando o assunto é dor e paixão UAHSHAUH maaassss, vivendo e aprendendo neah ^^

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  2. ameeeeii o texto *_*

    realmente, se a gente nao quebrasse a cara de vez em quando, como iriamos aprender a lidar com certas coisas na vida?

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  3. Cara, gostei demais.. uma sátira de mestre! Meus parabéns de verdade! Forte abraço!

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  4. rsrsrs...eu ri tá...

    gostei do texto...

    pow parabéns ae pela postagem

    abração

    http://puroqi.blogspot.com/

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  5. Se não fossem as dificuldades, por quê ou por quem lutaríamos?
    Se não fosse pelo desafio que a vida é, acredito que nem vida ia se chamar.
    Não dou "vivas" para a tristeza, mas agradeço por ela existir, e fazer com que assim eu aprecie a felicidade!

    Parabéns cara, vc manda muito bem em seus textos!

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  6. A alegria é um conceito dependente de sua antítese, a tristeza. Os dois não existem em separado, coexistem, para sempre.

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